Pregações

"De sorte que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela Palavra de Deus." (Rom 10:17)

Primícias (parte I)

Por: Pastor Celso Melício

Provérbios 3:9-10

 

Primícias - Parte I

 

“Honra ao Senhor com teus bens e com as primícias de toda a tua renda; e se encherão fartamente os teus celeiros, e transbordarão de vinho os teus lagares.”

 

Na leitura do texto de Provérbios podemos entender o princípio que Deus usa na Lei das Primícias: Ao pedir os primeiros frutos, Deus queria ser distinguido no coração de seus filhos. E a entrega das primícias é uma forma de honrar ao Senhor.

 

Ao mencionar a necessidade de dar honra ao Senhor em nossas finanças, a Palavra do senhor fala sobre nossos bens e também sobre as primícias de nossa renda. Devemos lembrar que não se trata apenas de honrá-lo com nossos bens e nem tampouco de honrá-lo com nossa renda, mas com as PRIMÍCIAS da renda.

 

Precisamos entender o que significa isto: Honrar ao Senhor com as primícias da renda!!

 

A definição que o dicionário Aurélio dá acerca de primícias é o seguinte: “Primeiros frutos; primeiras produções; primeiros efeitos; primeiros lucros; primeiros sentimentos; primeiros gozos; começos, prelúdios.”

 

Esta definição não é diferente da definição bíblica, às Escrituras nos mostram a importância que Deus dá ao ato de nós entregarmos a ele às primícias, ou primeiros frutos, a primeira parte de algo.

 

Deus não instituiu a Lei das primícias porque precise delas, mas para provar nosso coração numa das áreas na qual demonstramos grande apego. Deus não precisa dos primeiros frutos, nós é que precisamos dele em primeiro lugar em nossas vidas, e dar as primícias é um excelente exercício para manter nossa coração consciente que Ele deve estar em primeiro lugar em tudo na minha vida.

 

Entregar ao Senhor as primícias de nossa renda é dar-lhe honra. É distingui-lo. É demonstrar o lugar especial que ele ocupa em nossas vidas. Deus quer ser o primeiro em nossas vidas. A rebelião de Satanás foi tentar usurpar esta posição divina. E hoje ele ainda tenta tomar o Trono de Deus nos nossos corações, mas devemos manter o Senhor no seu divido lugar.

 

Verificamos na bíblia histórias de gente que manteve Deus em primeiro lugar em suas vidas a despeito do preço a ser pago.

 

-Abraão se dispôs a sacrificar o seu próprio filho, não se atrevendo a deixar de dar a Deus o primeiro lugar.

-José foi para cadeia para não pecar contra Deus numa relação adúltera.

-Sadraque, Mesaque e Abede-Nego foram lançados na fornalha por se recusarem a dar a uma estátua o lugar que pertencia só a Deus.

-Daniel foi lançado numa cova de leões pela decisão de manter Deus em primeiro lugar.

-Os apóstolos foram presos e açoitados porque importava mais obedecer a Deus do que aos homens.

 

Além destas figuras e exemplos, o ensino explícito de Jesus não deixa dúvidas sobre a importância de se dar às primícias: Mt 6:33 “Mas buscai o Reino de Deus, e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas.”

 

A palavra grega traduzida como “primeiro” neste versículo é “próton” e significa: “Primeiro em tempo ou lugar; em qualquer sucessão de coisas ou pessoas. Primeiro em posição; influência, honra; chefe, principal.”

 

Quando damos a Deus o primeiro lugar não nos frustramos. Pelo contrário, há um senso de realização interior que comprova que fomos criados para isto. Sem Deus em primeiro, há um desequilíbrio em nossas vidas.

 

É certo que nós Cristãos da Nova Aliança temos dificuldades de entender e até guardar princípios ligados ao Velho Testamento, como este de dar as Primícias, pois ficamos nos perguntando, se esta doutrina, tem base no Novo Testamento, já que como Gentios fomos Eleitos em Cristo mediante a Nova Aliança.

 

Pois segundo o Novo Testamento não se guarda mais a Lei de Moiséis como o peso das ordenanças, como era mencionada no Velho Testamento. O Concílio de Jerusalém deixou claro que não havia necessidade de se impor aos gentios o peso das Leis de Moiséis.

 

Mas isto não significava que depois do Concílio de Jesuralém a Igreja Gentílica não precisasse de mais nenhuma instrução doutrinária, senão o Novo Testamento não teria sido escrito, não seria mais necessário impor a Lei de Moiséis, naquele momento, estava se limitando a herança judaica a ser repassada aos gentios.

 

O que acontece é que para os Apóstolos ensinarem doutrinas, princípios para a Igreja Neotestamentária, ou seja, a Igreja da Nova Aliança, eles apresentavam Ordenanças do Velho Testamento como figuras poderosas para fortalecer doutrinas, princípios da Nova Aliança.

 

Com isso eles não estavam tentando impor aos Gentios que Eles vivessem e aplicassem em suas vidas coisas da Lei de Moiséis e sim, Eles queriam esclarecer a Igreja da Nova Aliança que por detrás daquelas ordenanças do Velho Testamento existiam doutrinas,princípios espirituais que deveriam e precisariam ser vividos pela Igreja da Nova Aliança.

 

Por isso que o Apóstolo Paulo quando escreve aos Hebreus que eram Judeus recém convertidos ao Cristianismo, ele disse: Heberus 10:1 “Ora, visto que a lei tem sombra dos bens vindouros, não a imagem real das coisas, nunca jamais pode tornar perfeitos os ofertantes, com os mesmos sacrifícios que, ano após ano, perpetuamente, eles oferecem.”

 

Com isso o Apóstolo estava ensinando Eles que agora Eles não seriam mais perfeitos pelo fato de ano a ano, oferecem sacrifícios, agora Eles deveriam viver uma vida Espiritual, por isso Ele diz aos Hebreus que: “a sombra “ é diferente da imagem real que a projeta.

 

Também, que aquilo que havia sido mostrado como ordenanças da Velha Aliança, na Igreja da Nova Aliança elas deveriam ser aceitas, entendidas como doutrinas, princípios na Nova Aliança, que Eles deveriam portanto, serem praticantes das Ordenanças mas de forma espiritual.

 

Exemplos bíblicos disso no Novo Testamento:

João 1:29 - O Cordeiro sacrificado na Lei Mosaica foi apontado como uma figura ( ou sombra ) de Jesus que veio morrer em nosso lugar.

Apocalipse 5:8 - A oferta de incenso do Tarbernáculo passou a ser reconhecida como uma figura ( ou sombra ) da orações dos Santos.

I Coríntios 5:7-8 - A ceia da Páscoa deixou de ser praticada com elementos antigamente utilizados como figura ( ou sombra ) e esta festa passou a ser uma aplicação da doutrina, dos princípios que ele figurava.

 

Assim, também, outros detalhes da Lei que envolvia comida, bebida e dias de festa, começaram a ser vistos não mais como ordenanças as quais quem não as praticasse poderiam ser julgados, mas como uma revelação de doutrinas e princípios espirituais que deveriam fazer parte na Nova Aliança, os quais deveriam em Cristo ser vividos pela Igreja Gentílica.

 

Colossenses 2:16-17 “Ninguém, portanto, vos julgue pelo comer, nem pelo beber, nem a respeito de um dia de festa, ou de lua nova ou de sábado, as quais coisas são sombras das vindouras, mas o corpo é de Cristo.”

 

Com isso o Apóstolo estava ensinando que a Igreja da Nova Aliança, Neotestamentária deveria aprender a viver Cristo, que é cabeça da Nova Igreja a Igreja da Nova aliança, que levantada através do sacrifício de sangue de Cristo Jesus.

 

Tenho a certeza também que foi por isso que o Senhor me levou a falar sobre as Primícias, ou seja, sobre a Lei das Primícias com figura à sombra, não com propósito de nos fazer retroceder a uma pratica literal da Lei mosaica, mas o Senhor quer nos ensinar e nos revelar a aplicação espiritual da Lei das Primícias no Novo Testamento, na Igreja da Nova Aliança a qual nós pertencemos.

 

A Igreja dos gentios, Neotestamentária a da Nova Aliança precisa entender o que o Apóstolo Paulo escreveu à Igreja no livro Romanos 11:16 quando disse o seguinte: “Mas se as primícias são santas, também a massa o é, e se a raiz é santa, também os ramos o são.”

 

 

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